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Sehal critica excesso de atestados médicos no ABC e pede que prefeitos adotem ações mais rigorosas para reduzir filas na saúde

Presidente Beto Moreira diz que prática prejudica pequenos comerciantes, anuncia orientação aos bares e restaurantes e disponibiliza departamento jurídico para casos suspeitos

28/11/2025 18h46
Por: Redação
Fonte: Atual Imagem Comunicação
Atual Imagem Comunicação
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O presidente do Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC), Beto Moreira, fez um alerta sobre o impacto da emissão de atestados médicos na região, afirmando que o problema contribui diretamente para o aumento das filas nos prontos atendimentos e ainda prejudica pequenos empresários, principalmente os que trabalham com equipes reduzidas.

Beto afirma que o tema precisa ser enfrentado pelos gestores municipais. Ele cita como referência um vídeo de um prefeito de Santa Catarina que tem circulado na internet, no qual o gestor apresenta dados que mostram um volume muito maior de atestados emitidos às segundas-feiras em comparação aos fins de semana e cobra maior rigor na análise dos casos.

“Eu queria que esse vídeo servisse de exemplo para os administradores das cidades aqui da região. Ele mostra claramente como é possível reduzir as filas de atendimento. Os atestados se concentram na segunda-feira porque, muitas vezes, a pessoa viaja no fim de semana e depois procura o pronto-socorro. Esse tipo de postura dos administradores das sete cidades ajudaria muito a gente”, afirmou.

O presidente do Sehal destacou ainda o impacto direto sobre o setor.

“Isso ajudaria o pequeno comerciante, aquele que tem dois ou três funcionários e, na segunda-feira, fica sem um deles porque pegou atestado”, disse. 

Para Beto, a proposta discutida pelos prefeitos, conforme matéria do Diário do Grande ABC desta quarta-feira (26), precisa ir além do discurso. “Eles querem reduzir a fila da saúde? Basta copiar o que esse prefeito fez. Isso reduziria as filas e obrigaria os administradores a enfrentar o problema”, disse.

Embora reconheça que o atestado é um direito e que o médico deve agir com responsabilidade e empatia, o dirigente reforça que o uso indevido cria distorções que prejudicam o sistema público. Ele lembra que a emissão de documentos sem critério acaba ocupando a vaga de quem realmente precisa de atendimento, sobrecarregando o serviço e retardando diagnósticos importantes.

Diante desse cenário, o Sehal anunciou que vai repassar orientações formais aos bares e restaurantes da região sobre prevenção de irregularidades, boas práticas para lidar com atestados e medidas adequadas diante de situações suspeitas. A entidade também colocou seu departamento jurídico à disposição dos estabelecimentos associados, oferecendo suporte técnico e legal para esclarecer dúvidas e conduzir casos específicos com segurança.

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